Doenças Glúten-Relacionadas

Por Dr. Juliano C. Ludvig e Dra. Luiza D. Perini
Médicos, Especialistas em Gastroenterologia

O glúten é o responsável pela elasticidade da massa produzida com farinha de trigo, sendo este cereal a principal fonte de glúten, utilizada na alimentação humana. São várias as alterações que podem advir se o glúten exercer dano ao organismo humano. O esquema abaixo mostra as várias doenças com seu mecanismo de produção.

Alergia ao trigo

Alergia clássica (pele, trato gastrointestinal, trato respiratório), mediada por IgE, é a reação imunológica adversa ao trigo. A resposta aguda mediada por IgE e dermatite atópica em crianças tem relação com uma variedade de proteínas. O glúten insolúvel em água/ sal seria responsável pelo WDEIA (gliadina Omega-5 é o maior alérgeno). As alergias respiratórias são mais comuns em adultos e as alimentares mais em crianças. 

Manifesta-se com dependência alimentar, asma ocupacional (panificação) rinite, urticária de contato e anafilaxia induzida pelo exercício (WDEIA = anafilaxia induzida por exercício com dependência alimentar, trigo). O diagnóstico é feito através de questionários, prick test na pele, determinação de IgE específica e, principalmente, por testes alimentares.

Doença Celíaca

A Doença Celíaca é uma afecção autoimune sistêmica deflagrada e mantida pelo glúten, uma proteína do trigo, centeio, cevada (malte) e aveia, em indivíduos geneticamente predispostos. Caracteriza-se pela presença de uma variável combinação de manifestações clínicas glúten-dependentes, anticorpos específicos, haplotipos HLA DQ2 ou DQ8, e enteropatia. Os autoanticorpos incluem antitransglutaminase (anti-TG2), antiendomísio (EMA) e anticorpos contra formas deamidadas de peptídeos da gliadina (DPG). 

A prevalência estimada é de 1% da população mundial. O aumento de incidência se deve a maiores facilidades de diagnóstico (testes sorológicos), maior facilidade de biopsias endoscópicas e também a fatores ambientais ainda não bem determinados. O glúten não é uma proteína indispensável e pode ser substituído por outras proteínas vegetais e animais. Por exemplo, arroz, milho, mandioca, fécula de batata, polvilho, trigo sarraceno, quinoa.

Sensibilidade ao Glúten 

É condição só recentemente definida, quando os pacientes se queixam de sintomas intestinais e desconfortos, com diagnóstico prévio da Síndrome do Intestino Irritável ou outros distúrbios funcionais. Enquanto a Doença Celíaca deriva de mecanismo deflagrado pela resposta adaptativa do sistema imune, a Sensibilidade ao Glúten  parece estar mais conectada com a ação do sistema imune inato e parece aumentar a função de barreira epitelial intestinal. Não se sabe se a história natural vai demonstrar problema permanente ou transitório.

 

Dra. Luiza D. Perini é Médica, Especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia e Membro da diretoria da Acelbra-SC (Associação Brasileira dos Celíacos de Santa Catarina). Também é membro da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, membro do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB) e International Member of the  merican Pancreatic Association (APA).

Dr. Juliano C. Ludvig é Médico, Especialista em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva – SOBED e Especialista em Gastroenterologia Clínica pela Federação Brasileira de Gastroenterologia – FBG. É Coordenador Regional da ABCD - Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn. É Membro Titular do GEDIIB - Grupo de Estudos das Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil. É Chefe do Setor de Gastroenterologia do Hospital Santa Isabel e Presidente do Centro de Estudos do mesmo hospital. Tem Residência Médica em Clínica Médica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e Residência Médica em Gastroenterologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Também é International Member of the American College of Gastroenterology e International Member Of the ECCO - European Crohn’s and Colitis Organization.

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