Aspectos Clínicos

Por Dr. Juliano C. Ludvig
Médico, Especialista em Gastroenterologia

Até os dias atuais, não se tem uma causa única ou clara da causa da Retocolite Ulcerativa. O que se entende como mecanismo da doença é uma desregulação do nosso sistema de defesa (sistema imunológico) que inicia um ataque (inflamação) às próprias paredes dos órgãos do sistema digestório, sem ter um inimigo conhecido, e que não termina sozinha, ou seja, permanece inflamando de forma contínua (aspecto crônico). Sabe-se que alguns aspectos da flora bacteriana (do intestino) do indivíduo, somado a fatores ambientais e certa predisposição genética contribuem para o inicio do quadro.

A Retocolite Ulcerativa se caracteriza por feridas (ulcerações) na parede do cólon (Intestino Grosso), de início quase sempre pelo reto e com possibilidade de extensão para todo órgão, crônica (tempo prolongado), ocorrendo em surtos de atividade e remissão. Pode evoluir para complicações como estenoses (estreitamento do intestino), ulcerações e como consequências sangramentos (hemorragia), perfuração e aumento da incidência de câncer do intestino.

Cerca de 20 a 45% dos portadores de Retocolite Ulcerativa podem ter manifestações fora do intestino, chamadas de Manifestações Extra Intestinais. Alguns tipos de reumatismos (Espondilite Anquilosante e Sacroileite), dores articulares (artralgias e artrites), lesões na pele (eritema nodoso e pioderma gangrenoso), aftas orais, inflamações oculares (uveítes) e inflamações no fígado (Colangite Esclerosante primária) podem ocorrer antes das lesões intestinais ou juntamente.

Infelizmente indivíduos de qualquer idade podem desenvolver a Retocolite Ulcerativa. Entretanto, há uma faixa entre os 15 aos 40 anos onde a incidência é mais alta. Sintomas como dor abdominal na parte inferior do abdômen, diarréia com presença de muco e sangue e que chegam a acordar o portador no meio da noite, urgência evacuatória, emagrecimento, febre, além da presença de alguma das Manifestações Extra Intestinais (descritas acima) são sugestivas da doença. Na verdade, a localização das feridas (lesões) é que determinam os tipos de sintomas.

Não é incomum a presença da Retocolite Ulcerativa com poucos sintomas, ou seja, mesmo que o a pessoa tenha as lesões, em alguns casos, pode sentir poucas alterações. Por isso, deve-se levar em consideração os exames que mostram as lesões e não somente as queixas que são relatadas na decisão do tratamento.

 

Dr. Juliano C. Ludvig é Médico, Especialista em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva – SOBED e Especialista em Gastroenterologia Clínica pela Federação Brasileira de Gastroenterologia – FBG. É Coordenador Regional da ABCD - Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn. É Membro Titular do GEDIIB - Grupo de Estudos das Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil. É Chefe do Setor de Gastroenterologia do Hospital Santa Isabel e Presidente do Centro de Estudos do mesmo hospital. Tem Residência Médica em Clínica Médica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e Residência Médica em Gastroenterologia no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Também é International Member of the American College of Gastroenterology e International Member Of the ECCO - European Crohn’s and Colitis Organization.

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